
Paulo Campos é médico, académico e escritor angolano. No domínio das letras, é membro da União dos Escritores Angolanos (UEA). Iniciou o seu percurso editorial com a publicação de contos, mas foi no regresso à poesia, em 2024, que alcançou um dos momentos mais altos da sua carreira literária ao vencer o concurso de poesia com a obra "111 Sonetos Novembrinos".

Jorge Arrimar nasceu em Chibia, em 1953. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Luanda, tendo concluído a licenciatura em História e especializando-se em Ciências Documentais. É colaborador do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses.
De meados do século XIX a finais do século XX, este romance histórico recria factos e pessoas do Sudoeste angolano, uns marcantes no espaço público, outros que apenas deixaram sinais nas famílias, memórias reforçadas por precários vestígios escritos ou conservadas apenas na oralidade.
António José de Almeida, um dos mais relevantes moradores do Humbe e da Chibia, nascido em Caconda (1856), surge como uma personagem marcante da narrativa, numa manobra que o autor classifica de resgate literário ao esquecimento.
Este resgate estende-se a muitas personagens, umas mais ficcionadas do que outras, mas todas reais em algum momento, todas fictícias sempre, tanto moradores de povoações e vilas, como elementos das sociedades tradicionais. E é com o hamba Nande, do Cuanhama, que este livro se dá à leitura, numa viagem onírica que é, afinal, a condensação metafórica dum tempo em que esta narrativa se amarra.

João Melo nasceu em 1955, em Luanda. Estudou Direito, licenciou-se em Jornalismo e fez o mestrado em Comunicação e Cultura. É membro fundador da União de Escritores Angolanos e da Academia Angolana de Letras e Ciências Sociais. Desde 2020, dedica-se em exclusivo à escrita, tendo publicado já 26 livros.
“O perigo ronda lá fora
Invisível
Insidioso
Estou fechado em casa,
como dentro de um ovo,
talvez
de um útero
Mas não quero nascer
Quero renascer”

Boaventura Silva Cardoso nasceu em Luana, em 1944. É sociólogo, diplomata, escritor e político angolano. Foi Ministro da Cultura de Angola, Ministro da Informação, governador de Malanje, e primeiro presidente da Academia Angolana de Letras.
«É um romance histórico em que a geografia também protagoniza a construção romanesca, cujas inúmeras travessias penetram margens submersas da história de Angola, ao mesmo tempo que, pela linguagem da poesia, tecem uma “terceira margem” da estória.»
Cármen Lúcia Tindó Secco, autora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Benjamim M'Bakassy nasceu em Luanda. Participou, em 2016, no festival Correntes d'escritas, tendo publicado 5 poemas inéditos. É, desde 2014, editor para Angola da revista E3, e colunista no Jornal da Comunidade Científica de Língua Portuguesa “A Pátria”, desde 2018.
O palco negro vai sendo iluminado gradualmente.
No centro a personagem principal está sentada numa cadeira segurando uma caveira e um livro, olha a plateia.
Do seu lado uma mesa com um computador, dicionários e pássaros embalsamados.
Vestido - elegantemente - de fato negro (camisa preta, gravata preta, calças pretas, e descalço), perna cruzada.
Ele olha a caveira como se fosse um espelho, como se revê-se.

Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudónimo de Pepetela, nasceu em 1941 e é um escritor angolano. A sua obra reflete sobre a história contemporânea de Angola, e os problemas que a sociedade angolana enfrenta.
Num enorme salão deitado num caixão jaz um ditador africano. Está morto, mas vê, ouve e pensa. Assim estirado, aprisionado num corpo sem vida, mas na posse das suas faculdades intelectuais, só lhe resta entreter-se a recordar as peripécias vividas com muitos dos que lhe vieram dizer adeus, entre os quais se encontram diversos familiares, a primeira-dama (e as outras mulheres e namoradas), os numerosos filhos e as altas dignidades do Estado. Ao relembrar a sua vida, o percurso que o levou a presidente e os muitos anos como chefe de Estado, vai-nos revelando os meandros do poder político, o nepotismo que o corrói e os vários abusos permitidos a quem o detém.
E, como percebe tudo o que se passa à sua volta, e é muito difícil a um ditador deixar de o ser, Sua Excelência não só vai tecendo considerações sobre os presentes e os seus interesses políticos, como tenta adivinhar os seus pensamentos e maquinações. Pois, mesmo morto, não deixará a sua sucessão em mãos alheias, e nela tentará imiscuir-se através do seu espião-de-um-olho-só, que lhe é tão fiel na morte como era em vida.

Zetho Cunha Gonçalves nasceu na cidade do Huambo, em Angola, em 1960. É poeta, autor de literatura para a infância e juventude, ficcionista, organizador de edições, antologiador e tradutor de poesia.
Esta obra reúne quarenta e dois anos de poemas de Zetho Cunha Gonçalves, e dois livros inéditos: «Exorcismos para ler em voz alta» e «Rio sem margem: Poesia da tradição oral. Livro III».


Paulo Campos é médico, académico e escritor angolano. No domínio das letras, é membro da União dos Escritores Angolanos (UEA). Iniciou o seu percurso editorial com a publicação de contos, mas foi no regresso à poesia, em 2024, que alcançou um dos momentos mais altos da sua carreira literária ao vencer o concurso de poesia com a obra "111 Sonetos Novembrinos".

Jorge Arrimar nasceu em Chibia, em 1953. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Luanda, tendo concluído a licenciatura em História e especializando-se em Ciências Documentais. É colaborador do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses.
De meados do século XIX a finais do século XX, este romance histórico recria factos e pessoas do Sudoeste angolano, uns marcantes no espaço público, outros que apenas deixaram sinais nas famílias, memórias reforçadas por precários vestígios escritos ou conservadas apenas na oralidade.
António José de Almeida, um dos mais relevantes moradores do Humbe e da Chibia, nascido em Caconda (1856), surge como uma personagem marcante da narrativa, numa manobra que o autor classifica de resgate literário ao esquecimento.
Este resgate estende-se a muitas personagens, umas mais ficcionadas do que outras, mas todas reais em algum momento, todas fictícias sempre, tanto moradores de povoações e vilas, como elementos das sociedades tradicionais. E é com o hamba Nande, do Cuanhama, que este livro se dá à leitura, numa viagem onírica que é, afinal, a condensação metafórica dum tempo em que esta narrativa se amarra.

João Melo nasceu em 1955, em Luanda. Estudou Direito, licenciou-se em Jornalismo e fez o mestrado em Comunicação e Cultura. É membro fundador da União de Escritores Angolanos e da Academia Angolana de Letras e Ciências Sociais. Desde 2020, dedica-se em exclusivo à escrita, tendo publicado já 26 livros.
“O perigo ronda lá fora
Invisível
Insidioso
Estou fechado em casa,
como dentro de um ovo,
talvez
de um útero
Mas não quero nascer
Quero renascer”

Boaventura Silva Cardoso nasceu em Luana, em 1944. É sociólogo, diplomata, escritor e político angolano. Foi Ministro da Cultura de Angola, Ministro da Informação, governador de Malanje, e primeiro presidente da Academia Angolana de Letras.
«É um romance histórico em que a geografia também protagoniza a construção romanesca, cujas inúmeras travessias penetram margens submersas da história de Angola, ao mesmo tempo que, pela linguagem da poesia, tecem uma “terceira margem” da estória.»
Cármen Lúcia Tindó Secco, autora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Benjamim M'Bakassy nasceu em Luanda. Participou, em 2016, no festival Correntes d'escritas, tendo publicado 5 poemas inéditos. É, desde 2014, editor para Angola da revista E3, e colunista no Jornal da Comunidade Científica de Língua Portuguesa “A Pátria”, desde 2018.
O palco negro vai sendo iluminado gradualmente.
No centro a personagem principal está sentada numa cadeira segurando uma caveira e um livro, olha a plateia.
Do seu lado uma mesa com um computador, dicionários e pássaros embalsamados.
Vestido - elegantemente - de fato negro (camisa preta, gravata preta, calças pretas, e descalço), perna cruzada.
Ele olha a caveira como se fosse um espelho, como se revê-se.

Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudónimo de Pepetela, nasceu em 1941 e é um escritor angolano. A sua obra reflete sobre a história contemporânea de Angola, e os problemas que a sociedade angolana enfrenta.
Num enorme salão deitado num caixão jaz um ditador africano. Está morto, mas vê, ouve e pensa. Assim estirado, aprisionado num corpo sem vida, mas na posse das suas faculdades intelectuais, só lhe resta entreter-se a recordar as peripécias vividas com muitos dos que lhe vieram dizer adeus, entre os quais se encontram diversos familiares, a primeira-dama (e as outras mulheres e namoradas), os numerosos filhos e as altas dignidades do Estado. Ao relembrar a sua vida, o percurso que o levou a presidente e os muitos anos como chefe de Estado, vai-nos revelando os meandros do poder político, o nepotismo que o corrói e os vários abusos permitidos a quem o detém.
E, como percebe tudo o que se passa à sua volta, e é muito difícil a um ditador deixar de o ser, Sua Excelência não só vai tecendo considerações sobre os presentes e os seus interesses políticos, como tenta adivinhar os seus pensamentos e maquinações. Pois, mesmo morto, não deixará a sua sucessão em mãos alheias, e nela tentará imiscuir-se através do seu espião-de-um-olho-só, que lhe é tão fiel na morte como era em vida.

Zetho Cunha Gonçalves nasceu na cidade do Huambo, em Angola, em 1960. É poeta, autor de literatura para a infância e juventude, ficcionista, organizador de edições, antologiador e tradutor de poesia.
Esta obra reúne quarenta e dois anos de poemas de Zetho Cunha Gonçalves, e dois livros inéditos: «Exorcismos para ler em voz alta» e «Rio sem margem: Poesia da tradição oral. Livro III».